terça-feira, 4 de março de 2008

Como nasceu a Fundação e o Museu

O instituidor da Fundação, Dr. António Cupertino de Miranda, nasce em Famalicão no ano de 1886. Em 1912 emigra para o Brasil onde foi professor, jornalista e correspondente do Banco Português do Atlântico. Regressa a Portugal em 1948, com a idade de 62 anos, após ter desempenhado um papel fundamental na implementação do Banco Português do Atlântico.

Em 1964 toma a decisão de instituir uma Fundação, cujo principal objectivo era o de ser um parceiro activo no panorama educacional e cultural do país.

Em 1974 a Fundação sofre um duro revés quando encerra, por motivos que se prendem com a nacionalização da Banca.

Em 1981 a Fundação renasce, e a criação do Museu de Papel Moeda surge duma proposta apresentada à Fundação Dr. António Cupertino de Miranda (FACM) pelo seu administrador, Alberto Correia de Almeida, de apresentar ao público uma colecção de papel fiduciário.

O Museu surge, assim, como núcleo diferenciador e aquele que distingue a Fundação António Cupertino de Miranda no panorama das Fundações e Museus em Portugal e na Europa, com o investimento numa colecção única, rara, e dedicada a uma temática muito inovadora em Portugal.

A reunião do espólio do Museu foi fruto de uma persistente e criteriosa busca, que hoje reúne a maior e mais preciosa colecção dedicada ao tema. Para exposição dessa colecção foi construído de raiz o Museu do Papel Moeda, inaugurado em 1996 pelo Presidente da República, Exmo. Sr. Dr. Mário Soares.

Em 2003 abriu uma nova área de exposição, integrando uma importante colecção de miniaturas de carros, comboios e aviões, que explora a relação histórica dos transportes com o dinheiro.

Hoje o museu apresenta duas exposições permanentes:

- Exposição da Sala do Papel Moeda, onde, através da colecção exposta, descobrimos a história do dinheiro em Portugal, desde o século XVII ao século XXI.

- Exposição O Dinheiro e os Transportes, exposição inaugurada em 2003. Esta exposição privilegia a construção do conhecimento numa perspectiva interactiva, recorrendo a diversos tipos de tecnologias para contextualizar os objectos expostos (filme a 3 D; mais de 5.000 miniaturas de automóveis, barcos e comboios em movimento; fotoquiosques; postos multimédia; Viewmasters...).

Em 2001, o Museu do Papel Moeda torna-se membro da Rede Portuguesa de Museus e adere ao Internacional Council of Museums (ICOM).

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