quinta-feira, 13 de março de 2008

A História da Fundação

A Fundação foi instituída em 1964. É uma instituição privada, financeiramente independente, cujos objectivos se situam na área cultural e educacional. Logo de início não teve vida fácil, sofrendo 3 remodelações estatutárias consecutivas.
A 16 de Novembro de 1974, contando 88 anos, faleceu António Cupertino de Miranda. Portugal vive tempos conturbados. A Revolução de 25 de Abril de 1974 trouxe alterações de toda a ordem: políticas, económicas e sociais.
A Fundação que tinha o seu património constituído quase exclusivamente por acções do Banco Português do Atlântico, fica com este reduzido praticamente a nada, devido à nacionalização da Banca ocorrida em 11 de Março de 1975.
A Fundação é obrigada a encerrar, por falta de fundos. No entanto, os actuais administradores nunca encararam a hipótese de este encerramento ser definitivo. O exemplo de vida do fundador e o compromisso assumido de levar por diante o sonho do Dr. António Cupertino de Miranda falaram mais alto. Grandes foram as dificuldades. Mas estas funcionaram como estímulos. Assim a partir de 1981, começou a reestruturação financeira da Fundação. É também neste ano tão importante de 1981 que o administrador Dr. Alberto Correia de Almeida decide iniciar a criação de uma colecção de papel fiduciário, que iria permitir pensar num futuro Museu do Papel Moeda.
De 1981 em diante, houve um objectivo prioritário: trabalhar, investir e criar receitas de forma a arranjar uma sede condigna, de modo a poder implementar as actividades culturais. Foi possível, então, em 1989, adquirir um terreno na Avenida da Boavista, frente ao belo parque da cidade, reservando 10.000 m2 para a sede. A partir de agora, o objectivo passou a ser, além da criação do suporte financeiro, a construção da sede, cujo projecto foi entregue ao Sr. Arquitecto Francisco Braancamp de Figueiredo. A 1 de Abril de 1991, precisamente 10 anos depois da reabertura da Fundação, esta instalou-se na Avenida da Boavista. A sede, embora já instalada no terreno actual, era então bem mais pequena.


EVOLUÇÃO DESDE 1996

Em 1996, a 20 de Janeiro, inaugura-se o Museu do Papel Moeda, que é o núcleo diferenciador desta instituição. A partir de então, a Fundação tem vindo a aumentar as estruturas físicas - a área construída é presentemente de 4.000m2. A sede dispõe de auditórios e de salas de exposições, equipadas com os mais modernos sistemas áudio e projecção de vídeo, videoconferência e tradução simultânea. Existe ainda um restaurante aberto diariamente.
Congressos, exposições temporárias, concertos e debates animam permanentemente os espaços. Além das actividades e projectos que integram a programação própria, a Fundação está aberta às iniciativas de outras entidades, acolhendo manifestações culturais e artísticas de qualidade.


POLÍTICA DE GESTÃO

Definiram-se eixos prioritários nas estratégias que configuram uma política de gestão rigorosa que lhe permite ser capaz de se auto sustentar financeiramente. Culturalmente intervenientes no Porto e na Região Norte, a Fundação e o Museu souberam também criar laços e contactos com outras instituições culturais europeias com quem estão envolvidos em projectos transnacionais.

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A área fiduciária é uma das prioritárias. Atenta à evolução das directrizes emergentes do Conselho Europeu para o decénio de 2000-2010, a política cultural assumida pela Fundação elege outras áreas de intervenção prioritárias: a educação, a promoção da sociedade do conhecimento, a criação de oportunidades para aprender ao longo da vida e ainda a ocupação de tempos livres com qualidade e prazer.
A Fundação acredita que a cultura é a força motriz para a sociedade, factor de vitalidade, diálogo e coesão. Está intimamente ligada às respostas que é necessário encontrar para os grandes desafios contemporâneos: a aceleração da construção europeia, a sociedade de informação e a coesão social.
A Fundação António Cupertino de Miranda inicia o milénio com o optimismo de quem soube atravessar desertos, transformar dificuldades em estímulos, apoiar-se em convicções para atingir objectivos e construir futuros.

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