quarta-feira, 5 de março de 2008

Museu Sem Barreiras

No dia 10 de Dezembro de 2007, teve lugar às 15h00, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, a apresentação pública do Projecto “MUSEU SEM BARREIRAS”.

Trata-se de um projecto pioneiro em Portugal e que permitirá às pessoas portadoras de deficiência o livre acesso, sem barreiras, ao Museu do Papel Moeda e à apreensão da história de Portugal contada através do dinheiro. O projecto é promovido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda e só foi possível através do apoio prestado pela Fundação Portugal Telecom. Conta ainda com o apoio da ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes) do Porto e da Associação de Paralisia Cerebral.

Cegos, amblíopes e pessoas com deficiência neuromotora podem agora visitar livremente o Museu e ter acesso a todos os seus conteúdos. Os novos computadores cedidos pela Fundação PT e equipados com um software próprio que tornam todos os conteúdos acessíveis, permitem ao Museu partilhar com este público portador de deficiência, o acesso à informação e à sociedade do conhecimento.

No ano em que se assinala o Ano da Igualdade de Oportunidades, a celebração deste Protocolo representa mais um valioso contributo no trabalho desenvolvido pela Fundação em prol da inclusão social, uma das suas áreas de actuação prioritárias.

E é desde 2005 que a Fundação Dr. António Cupertino de Miranda e o Museu do Papel Moeda têm vindo a investir na conquista e integração na sociedade dos cidadãos com necessidades especiais, formando equipas de profissionais de acompanhamento e criando uma programação especial e direccionada para estes públicos. Visitas para cegos com conteúdos e produção de materiais apropriados, a criação de desdobráveis e guias em Braille, visitas para amblíopes com a disponibilização de conteúdos específicos em suporte de papel e electrónico e visitas para deficientes neuromotores, são alguns dos projectos já em curso e com grande adesão por parte destes utentes.

Assim, a partir de agora, todo o Museu está totalmente preparado para acolher estes deficientes, permitindo-lhes o livre acesso aos conteúdos e proporcionando-lhes momentos de convívio, de interacção com o outro e de grande prazer intelectual. Melhorar a vida das pessoas, permitindo a todos - e sobretudo aos que têm de necessidades especiais - a igualdade de oportunidades de acesso ao prazer intelectual, ao convívio social e ao conhecimento é uma das tarefas por que a Fundação e o Museu sempre se empenharão.



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