quarta-feira, 23 de abril de 2008

Acções do Século XVIII, XIX e XX

Uma das estratégias adoptadas para o desenvolvimento da economia foi a formação de Companhias que detinham a maior parte do comércio com as colónias portuguesas.
A primeira destas experiências decorreu ainda durante o século XVII quando se "privilegiaram" três Companhias para realizar actos de comércio com Cabo Verde e Guiné, Brasil e Índia. No entanto, o seu futuro não foi brilhante, acabando por ser extintas.
No século XVIII, o Marquês de Pombal retomou esta política económica, fomentando o aparecimento de Companhias em vários sectores, tais como o do comércio com o Oriente, com o Brasil, o comércio dos vinhos do alto Douro e as pescas. Em 1753, surgiu a Companhia do Comércio da Ásia, em 1755 foi criada a Companhia do Grão-Pará e Maranhão (exemplar exposto na vitrine 4.3), em 1756 surgiu a Companhia de Pesca da Baleia e a Companhia das Vinhas do Alto Douro, e em 1759 apareceu a Companhia de Pernambuco e Paraíba.
No âmbito destas Companhias surgiram em Portugal as primeiras acções - títulos representativos da participação que os sócios detêm no capital de uma sociedade


Acção do século XVIII
Primeiras acções emitidas das Companhias régias criadas pelo Marquês de Pombal. Sendo, as primeiras acções que existiram no país. Há quem defenda que foram consideradas notas, dado terem circulado de mão em mão como forma de pagamento.



Em exposição existem acções variadas de companhias privadas, Banco de Portugal, bancos privados, entre outras.
As do século XIX e dos primeiros anos do século XX são, devido às ilustrações, verdadeiras obras de arte. Sectores aqui representados: minas, bancos, companhias de seguro, transportes ferroviários e marítimos. Ilustram a evolução do comércio e da indústria.
As mais importantes e raras são as da época do Marquês de Pombal e as que Rafael Bordalo Pinheiro desenhou para a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

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