quarta-feira, 30 de abril de 2008

Apólices do Real Erário


O papel moeda aparece em Portugal em 1796, no reinado de D. Maria I. A decadência da exploração das minas de ouro do Brasil e o aumento dos encargos do Estado estiveram na origem do aparecimento do papel moeda.
Portugal, saído da guerra do Roussillon, via-se a braços com uma forte crise económica. Para resolver a situação, a rainha D. Maria assina um alvará em 1796, a autorizar um empréstimo de 10 milhões de cruzados. Como garantia, o Tesouro Real emitiu as “Apólices do Real Erário”, que venciam juros de 5% a 6% ao ano.
Assim, surgem as Apólices do Real Erário, documentos que se evidenciam pela riqueza dos desenhos, que geralmente fazem alusão a actividades agrícolas. Dado que, a partir de certa altura, tiveram curso forçado há quem considere que se trataram de verdadeiras notas. Tinham valores que iam de 1.200 reis até 20.000 reis.
Em 1797, o dinheiro contava-se em “reis”. Era esta a unidade monetária.

Um comentário:

willians gomes de campos disse...

Muitíssimo interessante o surgimento das "notas". No caso do exemplo mostrado, R 10$000 (dez mil reis), emitido em 1797, com selo de 1828 por D. Miguel, que valor poder-se-ia dizer que teria hoje, em 2008?

Saberíamos quantas destas "notas" foram emitidas?

Agradeço que compartilhem as respostas. Sou W.G.De Campos (e-mail: willians@hoje.tv ) e escrevo a partir de São Paulo - Brasil.