quinta-feira, 19 de junho de 2008

Venha conhecer as novas aquisições do Museu

O Museu do Papel tem dado grande importância à sua componente social e educativa. No entanto, simultaneamente vai pondo em pratica a sua política de aquisições. A colecção, é desta forma permanentemente beneficiada, sempre que sejam encontrados novos exemplares que representem uma mais valia.

Assim sendo, foram adquiridos recentemente novos exemplares de documentos que vêm enriquecer o espólio do Museu do Papel Moeda.


A saber:



Único exemplar da Lotaria do Porto de 1791.
Esta extracção que teve inicio em 12 de Fevereiro de 1792 é a única que se conhece organizada pela Misericórdia do Porto. Todas as outras foram autorizadas à Misericórdia de Lisboa.
Organizada sob autorização régia, desconhece-se o plano da lotaria, nomeadamente prémios e para que instituições reverteu o beneficio.








Até 1822 só se vendiam bilhetes inteiros da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, inteiros e em locais próprios. Em 1822 surgem as fracções de bilhetes (rifas) efectuadas pela Junta dos Empréstimos Públicos de que apenas se conhece este exemplar desta primeira data.
Só em 1824 aparece o primeiro cambista a vender fracções dos bilhetes (cautelas), Gregório Rodrigues Penin, estabelecido em “Rocio Rua da Bitesga n. 2”, de que, igualmente, apenas se conhece este exemplar.






Cheque do Banco de Lisboa.
Nos termos da carta de lei “As Cortes Geraes, Extraordinarias, e Constituintes da Nação Portugueza, tendo em consideração a publica vantagem, que resulta do estabelecimento de hum Banco de Emprestimo, Deposito, e Desconto, que, desterrando usura, e promovendo a commodidade das transacções entre os particulares, seja simultaneamente applicavel á amortização do Papel Moeda” decretou-se a necessidade de criação na cidade de Lisboa de “huma Corporação, denominada Banco de Lisboa, que existirá por espaço de vinte annos, debaixo da immediata protecção das Cortes”






Cheque do Banco de Portugal, ainda em papel com marca de água do Banco de Lisboa.
Por Decreto-Lei de 19 de Novembro de 1846 foi criado o Banco de Portugal, que nasce por fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança Nacional, com “o privilégio exclusivo de emitir, no Continente do Reino, Notas ou Obrigações, Pagáveis á vista ao portador.”. Tal como o Banco de Lisboa, o Banco de Portugal, aparece como uma instituição mista de banco emissor e de banco comercial (Carta de Lei de 26 de Dezembro de 1846). As notas tinham características idênticas às do Banco de Lisboa, tais como, o curso legal e a sua convertibilidade em moeda metálica, mas sem poder liberatório limitado.






Exemplar do último tipo de cheque do Banco de Portugal antes da nacionalização da banca, em 13/09/74.
Com a Revolução de 25 de Abril de 1974 caía o regime do chamado “Estado Novo”. Por força do Decreto-Lei n.º 452/74, de 13 de Setembro, foi nacionalizado o Banco de Portugal. O Banco passou a constituir-se como empresa pública, cujo capital se representaria por acções de que o Estado seria o único titular.

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