quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Almoço / debate da ACEGE - Núcleo do Porto



“Liderança em tempo de crise”
Após a habitual saudação e apresentação do palestrante, Dr. Paulo Moita Macedo, a cargo do presidente da ACEGE – Núcleo do Porto - Eng.º Rui Barbosa, e tendo em conta a presença no almoço/debate do Presidente Nacional da ACEGE, Dr. João Alberto Pinto Basto, foram para ele as primeiras breves palavras de satisfação por mais esta iniciativa, como prova do trabalho desenvolvido pelo Núcleo do Porto, a par com mais três debates ACEGE em realização no mesmo dia e como comprovativo da crescente notoriedade dos já actuais 15 núcleos nacionais desta Associação Cristã de Empresários e Gestores Portugueses. Em crescendo igualmente o Portal Ver, www.ver.pt, com um crescimento superior a 30% em 2009. Uma palavra especial para a recente iniciativa da ACEGE, com a criação de um novo fundo
de capital de risco destinado a desempregados com mais de 40 anos. O projecto nasce com o nome Bem Comum e é com um perfil empreendedor e como um sonho actual de uma obra social. Finalizou reflectindo nas cartas de S. Paulo:

“Não se envergonhem de dar testemunho de Jesus Cristo”.

O Dr. Paulo Moita Macedo, perante a enorme audiência que aguardava interessada a sua palestra, agradeceu a presença dos Empresários, Gestores, Professores Universitários, colegas da Banca e das Finanças, deixando na pessoa do Dr. Alexandre Magalhães, pela sua integridade, pelo seu carácter, um Exemplo para todos nós, como que o abrir da sua reflexão cheia de conteúdo e actualidade “Liderança em tempo de crise” e pela importância do Exemplo!
Liderança em tempo de crise, crise severa e devastadora como a actual, e onde somente através da condução do grupo de pessoas, transformando-as em equipas que gerem resultados. As grandes decisões sobre a Escolha da Liderança são essenciais para o Valor das Empresas, no efeito da conjuntura, no efeito da indústria ou no efeito da empresa mas tendo como 4º principal efeito, exactamente o da Liderança e tendo como certo que nalguns mercados, para o mesmo sector, o efeito líder representa até 40% de diferencial da variação no valor! Vale a pena reflectir, afirma Paulo Macedo, acrescentando que os Líderes têm seguidores ao contrário de, em muitos casos os Chefes existirem mas sem seguidores, ou seja, para haver mudanças é necessário liderança.
À pergunta sobre qual o maior activo de uma empresa? A resposta parece certa sendo os seus Recursos Humanos! Paulo Macedo surpreende afirmando que para ele não são os recursos humanos mas, sim, os recursos humanos Competentes! Sim, os maiores activos de qualquer empresa são as pessoas, mas as pessoas certas. Em tempos de crise esta lógica torna-se mais transparente já que ao fim do dia uns estão do lado do activo e outros do lado do passivo!
E aqui começa um dos papéis da liderança e das suas características, já que uma empresa não podendo ter um equilíbrio de 100 %, no saber enquadrar, motivar e transmitindo um afecto para que cada elemento da Equipa tenha Orgulho no que faz. Infelizmente o Português queixa-se mais do que sente orgulho pelo que faz e é propenso a nivelar tudo por baixo, sendo vulgar ouvirem-se exclamações do tipo: “eles não resolveram, eles não estão a fazer…”. Segundo Peter Drucker os líderes são aqueles que Têm Seguidores, estabelecem exemplos, assumem responsabilidade com o objectivo da obtenção dos resultados. Certo que o tema da credibilidade, competência e visão de um líder são elementos da maior importância e que levam a equipa a acreditar, sendo digno de confiança, inspirador, honesto, competente, impondo-se como um verdadeiro Exemplo.

Errado está quem pensa que faz tudo bem! Não há quem faça tudo bem!

Dissecando de forma clara este importante tema, Paulo Macedo acrescenta que a liderança deve ser intolerante com o desrespeito pelos Valores Humanos e Éticos, rodeando-se dos melhores e que assegurem o futuro, a sua sucessão, de forma planeada pelo topo da hierarquia da empresa, bem como para lugares considerados chaves da empresa.

A linha Ética é algo que tem futuro!

Os objectivos da empresa, seus resultados, podem ser atingidos de forma consistente a 5, 10 ou 15 anos, atraindo pessoas melhores que eles próprios, sendo orientados para um caminho claro, de uma forma mais competente e mais comprometida. Ou seja, orientando-se num Modelo de Elevada Performance, conseguindo a passagem de Energias Educacionais Positivas às equipas, o líder deve ter:

Objectivos Claros – Pessoas Competentes – Comprometidos com a Equipa

Mas Não nos iludamos pois a base é, como diz Tomás Morais, seguramente de Liderança difícil no “ país do não”; Considerando que “é difícil liderar equipas em Portugal – um país que não cresce por culpa do individualismo, da inveja e do pensamento negativo de quem lidera”; sendo que o nosso principal calcanhar de Aquiles está relacionado com um problema de insatisfação permanente; não sabemos nem queremos trabalhar em equipa, nunca ninguém nos ensinou a funcionar em grupo e, talvez por isso, vivemos concentrados no nosso umbigo; depois, a somar a tudo isto, pensamos negativo. Quem lidera pensa negativo, passa informações negativas, estamos sempre a debater os mesmos problemas para os quais não encontramos soluções. Um quadro mental que se transmite às equipas e organizações em geral. Problema educacional já que os exemplos, mesmo ou precisamente em tempos de crise, mostram que é possível vencer…basta querermos!
Dentro do contexto anterior foi abordada a sua liderança organizativa do sistema fiscal onde seguramente Paulo Macedo utilizou as ferramentas enunciadas, desafiando o processo, permitindo que os outros ajam conseguindo trazer uma lufada de ar fresco e de modernidade para um sector altamente burocrático, usando uma formula de sucesso, com pessoas mais motivadas e capacitadas, e mostrando o caminho correcto. A propósito do sistema fiscal, interessante a sua afirmação de que quem quer cumprir deve ser ajudado, os que cumprem devem ser deixados em paz, mas aqueles que não cumprem devem ser perseguidos!

Mostrando que o crime fiscal não compensa - as regras são para serem cumpridas.

Duas palavras sobre a crise financeira e seus reflexos na banca – crédito, mostrando que só os mais ágeis e mais eficientes sobrevivem às grandes crises e que após um período onde o crédito permitiu às empresas o investimento, bem como aos privados, entramos numa nova etapa onde o crédito e seus spreads se orientarão pelo nível do risco.

A normalização nos particulares e a diferenciação nas empresas.

Finalmente e igualmente importante, nomeadamente num clima de “post crisis”, já que as regras deverão ser ajustadas na medida em que gerir antes e depois da crise é diferente, os Líderes do Futuro deverão exprimir níveis extraordinários de motivação, o querer, a vontade e a disponibilidade, em níveis de percepção e compreensão do mundo e de si mesmo, evitando os erros, evitando as falsas urgências, evitando pessoas em demasia e evitando falsos activos!
Abertos à aprendizagem contínua, como o aprender com a crise, dando o Exemplo, Motivando a s suas Equipas em Permanente acompanhamento, líderes inspiradores e de visão clara, estimulando outras lideranças.

Liderança hoje – Inovação amanhã

A ACEGE – Núcleo do Porto agradece ao Dr. Paulo Macedo esta brilhante aula de Visão Estratégica sobre o tema fundamental da Liderança. Um grande bem-haja.

ACEGE – Núcleo do Porto
David Forrester Zamith

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